Contexto
Uma marca de bens de consumo com forte presença histórica no Brasil queria saber se cabia, dentro do próprio negócio, uma proposta de valor construída em torno de felicidade e recompensa, algo além do produto em si.
Pra testar isso direito, rodamos quatro frentes de pesquisa ao mesmo tempo: um survey quantitativo amplo com o público geral, um survey qualitativo mais profundo só com consumidores da categoria, pesquisa de campo presencial observando comportamento real de compra, e entrevistas simuladas testando a tese contra perfis de público e de parceiros de negócio.
Em paralelo, mapeamos os ativos estratégicos da marca: presença de mercado, relação histórica com o consumidor, rede de distribuição, dado de consumidor acumulado. O que ela já tinha de único e difícil de copiar, e que podia virar alavanca pra qualquer proposta nova.
Cruzando os dois lados chegamos a três hipóteses de proposta de valor, cada uma testada contra a dor de um perfil de público diferente. A que validou melhor virou o business case que seguiu adiante.
Atuação
Atuei como Designer Estratégico responsável pela pesquisa anterior, pela construção da hipótese inicial e por pensar, construir e operar os testes de campo.
A pesquisa de campo aconteceu em dois locais escolhidos por critério pragmático: um deles porque a marca já tinha parceria ativa no local, o que dava acesso direto a consumidores reais em contexto de consumo; o outro por ter um perfil de público comparável, permitindo checar se o padrão se repetia fora do primeiro contexto. Fui eu quem desenhou o roteiro de observação e conduziu as conversas com consumidores e vendedores nos dois locais, e depois cruzei esse achado qualitativo com os dados dos surveys quantitativos para validar ou descartar hipótese.
Galeria