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Plataforma da Felicidade

Estratégia de Inovação

AtuaçãoDesigner Estratégico EmpresaConfidencial · Bens de consumo Ano2024
Plataforma da Felicidade: freezer de picolés e app com selo de prêmio

Uma marca de bens de consumo com forte presença histórica no Brasil queria saber se cabia, dentro do próprio negócio, uma proposta de valor construída em torno de felicidade e recompensa, algo além do produto em si.

Pra testar isso direito, rodamos quatro frentes de pesquisa ao mesmo tempo: um survey quantitativo amplo com o público geral, um survey qualitativo mais profundo só com consumidores da categoria, pesquisa de campo presencial observando comportamento real de compra, e entrevistas simuladas testando a tese contra perfis de público e de parceiros de negócio.

Em paralelo, mapeamos os ativos estratégicos da marca: presença de mercado, relação histórica com o consumidor, rede de distribuição, dado de consumidor acumulado. O que ela já tinha de único e difícil de copiar, e que podia virar alavanca pra qualquer proposta nova.

Cruzando os dois lados chegamos a três hipóteses de proposta de valor, cada uma testada contra a dor de um perfil de público diferente. A que validou melhor virou o business case que seguiu adiante.

Atuei como Designer Estratégico responsável pela pesquisa anterior, pela construção da hipótese inicial e por pensar, construir e operar os testes de campo.

A pesquisa de campo aconteceu em dois locais escolhidos por critério pragmático: um deles porque a marca já tinha parceria ativa no local, o que dava acesso direto a consumidores reais em contexto de consumo; o outro por ter um perfil de público comparável, permitindo checar se o padrão se repetia fora do primeiro contexto. Fui eu quem desenhou o roteiro de observação e conduziu as conversas com consumidores e vendedores nos dois locais, e depois cruzei esse achado qualitativo com os dados dos surveys quantitativos para validar ou descartar hipótese.

O projeto chegou até o business case, com cenários financeiros modelados e a proposta de valor validada em pesquisa. O que interrompeu não foi a pesquisa nem o número. Foi uma mudança de rota estratégica do lado do cliente, e o projeto foi arquivado antes de virar decisão de investimento.

Boa parte das iniciativas de inovação termina assim. O trabalho aqui não foi entregar um lançamento, foi entregar uma decisão bem informada.